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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Concorrência reafirma não haver indícios de cartelização no mercado de combustíveis (mas já não nega a existência de um cartel)

Do Site do Jornal de Negócios, por Alexandre Machado


“A Autoridade da Concorrência reafirma não haver indícios de cartelização no mercado de combustíveis, garantindo ter os meios necessários para actuar se fossem detectados problemas.

Manuel Sebastião, presidente da AdC, voltou a elogiar o trabalho da Concorrência neste mercado, afirmando conhecer este mercado como ninguém.

O mesmo responsável afirma que "não dizemos que não exista (cartel), mas não detectamos indícios".”

Esta última frase do artigo é gravíssima e mortal. É o reconhecer completo da incompetência e da hipocrisia. Manuel Sebastião SABE que há um cartel que controla o mercado dos combustíveis. Todos o sabemos, basta andar na auto-estrada. Não negar a existência de cartel é a assunção de que ele existe. O facto de a autoridade da concorrência não “detectar indicio” vem tornar ainda mais grave a situação pois vêm reconhecer a incompetência desta instituição e vem reconhecer também a conivência do estado português com o assalto a que os portugueses todos os dias são submetidos pelas petrolíferas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Preço dos combustíveis é 11,1 cêntimos mais baixo nos postos dos hipermercados. A diferença ibérica.

No Público de Hoje, por José Manuel Rocha

“Entre os revendedores associados às grandes petrolíferas as diferenças de preços quase não se fazem sentir, assinala a Autoridade da Concorrência

Abastecer um veículo com gasolina ou gasóleo num posto de hipermercado representava, no final do 3.º trimestre de 2009, uma poupança de cerca de 11,1 cêntimos por litro.

As contas feitas pela Autoridade da Concorrência na análise trimestral ao mercado de combustíveis mostram que a diferença de preços dos postos convencionais para os hipermercados voltou a aumentar entre Julho e Setembro. No entanto, entre os revendedores associados às petrolíferas que operam no mercado português, as diferenças dos preços recomendados são residuais.

No relatório ontem divulgado, o organismo liderado por Manuel Sebastião constata que o preço médio para as gasolinas à saída das refinarias europeias caiu 32,1 por cento, menos duas décimas percentuais face aos valores apurados para a refinaria de Sines. Mas o preço médio da gasolina antes de impostos caiu apenas 24 por cento no período em análise e o do gasóleo reduziu-se cerca de 35 por cento. Para o consumidor, todavia, esta amplitude de quebra de preços não teve reflexos directos. A Concorrência diz que o preço médio de venda ao público (já com impostos) caiu 12,6 por cento no caso das gasolinas e 24 por cento para o gasóleo rodoviário.

No balanço final, Portugal tinha a sexta gasolina mais cara da União Europeia, no final de Setembro do ano passado, e ocupava o décimo posto no ranking do gasóleo rodoviário.

Na comparação com Espanha, país onde muitos portugueses que vivem na raia aproveitam para abastecer, Portugal fica claramente desfavorecido. Um litro de gasolina, que em Portugal custava 1,288 euros no final de Setembro de 2009, era vendido a 1,065 euros no país vizinho. Para o gasóleo, o litro custa em Portugal 1,028 euros, mais 84 cêntimos do que em território espanhol.

O mercado registou, no 3.º trimes- tre de 2009, um aumento de consumo homólogo de 3,3 por cento. A Concorrência defende que este incremento teve um contributo fundamental dos gasóleos (4,3 por cento de aumento), enquanto a venda de gasolinas cresceu de forma marginal (0,5 por cento). Trata-se, mesmo assim - como assinala o relatório -, do primeiro aumento homólogo no consumo de gasolina desde o quarto trimestre de 2002.

A Autoridade da Concorrência diz que a cotação do petróleo bruto nos mercados internacionais tem estado estabilizada nos últimos meses em torno dos 70 dólares por barril.84

Um litro de gasóleo custa mais 84 cêntimos em Portugal do que em Espanha.”

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Império Contra-Ataca

As grandes petrolíferas portuguesas vieram hoje através do seu fantoche favorito, o presidente da ANAREC, reatar a polémica e a campanha difamatória sobre a qualidade dos combustíveis petrolíferos vendidos pelos hipermercados.

Esta campanha surgiu agora pela mão do fantoche amestrado Vergílio Constantino que afirmou que as declarações de Manuel Sebastião confirmavam a veracidade das suas afirmações mentirosas, que alegavam a má qualidade dos combustíveis vendidos nos hipermercados.

Felizmente desta vez, ao contrário de todas as vezes até então, Manuel Sebastião foi rápido e peremptório a responder mais esta difamação afirmando não admitir que as suas "afirmações sejam distorcidas e aproveitadas para confundir o mercado e os consumidores em benefício de interesses próprios" na sequência de um comunicado da ANAREC.

Venho lembrar que já depois da escandalosa campanha mentirosa da Galp Energia em Maio deste ano, o defunto ministro Manuel Pinho tinha vindo a público garantir a qualidade de todos os combustíveis petrolíferos vendidos em Portugal, e que TODOS OS COMBUSTÍVEIS SÃO IGUAIS, pois todos vêm do mesmo lugar: As Refinarias que pertencem à Galp Energia, de Sines e de Matosinhos.

Já naquela altura ficou claramente provado que esta campanha mentirosa não passa de uma tentativa desesperada das grandes petrolíferas para manter a todo o custo o monopólio que detinham e que tem vindo muito justamente a perder.

A Luta continua. Continua o Boicote às grandes petrolíferas! Todos aos Hipermercados!

Por um Preço Justo nos Combustíveis Petrolíferos em Portugal!

Acabem com o Gamanço!