segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
PETROLIFERAS AUMENTAM EM PORTUGAL OS PREÇOS MAIS DO QUE O PREÇO MEDIO DA UE27, O QUE CUSTARÀ AOS PORTUGESES MAIS 437 MILHÕES DE EUROS/ANO
"O presidente da Partex, empresa da Gulbenkian, acusou a Autoridade da Concorrência (AdC) de ter trocado o papel de regulador pelo de grupo de estudos, e que a situação no sector dos combustíveis é actualmente pior do que existia quando o actual presidente, nomeado já por este governo, tomou posse. O presidente da AdC veio logo dizer que “A Autoridade da Concorrência não tem estado parada; e tem trabalhado como nenhuma autoridade da concorrência na União Europeia e mesmo na OCDE”. No 10.8.2009, a GALP veio em socorro da AdC e, como era previsível, repudiou as declarações do presidente da Partex, dizendo mesmo que “o representante da Partex Oil & Gas revelou desconhecimento total sobre a formação do preço dos combustíveis" (JN, Economia, 11.8.2009). Confrontemos o auto-elogio do presidente da AdC, que faz lembrar o que Sócrates fez a si próprio, e o repudio da GALP, com o que se verifica realmente a nível dos preços dos combustíveis em Portugal, utilizando para isso dados da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, portanto dados oficiais que estão disponíveis no “site” desta direcção. Em Junho de 2008, o preço da gasolina 95 sem impostos, aquele que reverte integralmente para as empresas, era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em 1,5%, mas, em Junho de 2009, essa diferença percentual já tinha aumentado para 7,3%, ou seja, 4,9 vezes mais.
Se analisarmos os países que em Junho de 2008 e Junho de 2009 tinham preços superiores aos praticados em Portugal constatamos o seguinte: em Junho de 2008, entre os 27 países da União Europeia, 8 países tinham preços superiores aos de Portugal mas, em Junho de 2009, esse numero tinha-se reduzido para apenas três ( Dinamarca, Finlândia, e Itália), tendo os restantes 24 países preços inferiores aos praticados pelas petrolíferas em Portugal (Quadro I).
Situação muito semelhante se verificou em relação ao preço do gasóleo. Em Junho de 2008, o preço do gasóleo sem impostos, era em Portugal superior ao preço médio da União Europeia em 3%, mas, em Junho de 2009, essa diferença percentual já tinha aumentado para 6,2%, ou seja, para mais do dobro. Se analisarmos os países que em Junho de 2008 e Junho de 2009 tinham preços superiores aos praticados em Portugal constatamos o seguinte: em Junho de 2008, entre os 27 países da União Europeia, 7 países tinham preços superiores aos de Portugal, mas, em Junho de 2009, esse numero tinha-se reduzido para apenas três ( Finlândia, Grécia e Itália), tendo os restantes 24 países preços inferiores aos praticados pelas petrolíferas em Portugal (Quadro II).
A venda em Portugal dos combustíveis a um preço superior ao preço médio da União Europeia, diferença essa que aumentou significativamente no período Jun2008/Jun2009, tem elevados custos para os consumidores portugueses e representa um lucro extraordinário para as petrolíferas. De acordo com estimativas que fizemos, utilizando dados de consumo e de preços divulgados pela Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, conclui-se que isso custará aos consumidores portugueses, mantendo-se a diferença de preços que se verificava em Junho de 2009, mais 436,7 milhões de euros num ano apenas (Quadro III).
E como já tudo isso não fosse suficiente, o presidente da GALP já veio dizer que os preços dos combustíveis terão de aumentar ainda mais para que as petrolíferas possam repor as suas margens de refinação. E não perdeu tempo, pois nos últimos dias os preços dos combustíveis já subiram várias vezes. E isto numa altura em que a empresa tem em stock elevadas quantidades de petróleo adquirido a preços baixos. Entre o 1º semestre de 2008 e o 1º semestre de 2009, o preço do barril de petróleo desceu 52,7% em dólares, como consta do relatório da GALP referente aos resultados obtidos por esta empresa no 1º semestre de 2009 (pág. 6), enquanto que entre Junho de 2008 e Junho de 2009, em Portugal, o preço da gasolina 95 sem impostos, que reverte integralmente para as empresas, desceu apenas 28,5% e o preço do gasóleo, também sem impostos, diminuiu 42,4%. A impunidade e a facilidade como as petrolíferas anunciam novos aumentos de preços é só explicável devido à complacência da Autoridade da Concorrência e do governo.
E o presidente da Autoridade da Concorrência ainda vem dizer que “tem feito uma trabalho exaustivo sobre o sector dos combustíveis e que Autoridade da Concorrência não tem estado parada; e tem trabalhado como nenhuma outra autoridade da concorrência na União Europeia e mesmo na OCDE”.Que os leitores tirem as suas próprias conclusões. Tudo isto também mostra o papel extremamente reduzido e passivo que têm as chamadas entidades de supervisão face ao poder crescente dos grandes grupos económicos."
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A Gasolina em portugal subiu 6 Cêntimos em 7 dias!
É mais uma notícia que põe a nu a vergonha no mercado dos combustíveis em Portugal.
Numa altura de férias em que naturalmente os portugueses utilizam mais o carro e fazem deslocações maiores, consumindo por isso mais produtos petrolíferos, as petroliferas aproveitam-se disso para reequilibrarem os lucros escandalosos que obtêm as nossas custas!
Acorda Autoridade da Concorrência!
Acabem com o Gamanço!
sábado, 11 de julho de 2009
Foi há um ano atrás que o petróleo fechou no seu máximo histórico: 147,02 $!
Foi há um ano atrás que o petróleo fechou no seu máximo histórico: 147,02 $!
Passado um ano, hoje o preço do crude esta nos 59,66 $, é menos de metade do preço, quase um terço do quase do que custava há um ano.
Em Portugal há um ano a Gasolina Sem Chumbo 95 chegou a custar 1,50 €, e está hoje a custar 1,30 €! (não me enganei: UM EURO E TRINTA CÊNTIMOS!).
São apenas 20 cêntimos de diferença, quando deveria custar, se os preços em Portugal seguissem como as petrolíferas o afirmam, as variações do preço nos mercados internacionais, a gasolina deveria custar pouco mais de 0,60€ por litro.
É, sempre foi, e continua a ser um escândalo o que se passa no mercado energético e dos combustíveis em Portugal. No ano do choque e da crise petrolífera a Galp obteve o maior lucro da sua história. Com esta diferença de preços que hoje se verifica, o lucro deste ano promete ser ainda maior. E somos todos nós que o pagamos! É dinheiro que sai do nosso suor de todos os dias, do nosso bolso, para ir directamente o bolso daqueles que estão o dia todo sentados em gabinetes sem nada fazer a não ser brincar à especulação.
Nenhum deste dinheiro que é nosso é aplicado como devia em sustentabilidade, aplicado em energias renováveis e alternativas aos combustíveis fósseis, nenhum deste dinheiro que é nosso é investido em transportes públicos de qualidade e alternativas ao transporte individual.
É a custa destes assaltos constantes e diários que Galp e a EDP aparecem na lista das 500+ da Forbes… A roubar assim também eu teria um lugar destacado nos 500+, mas depois ia preso como manda a lei!
Acabem com o Gamanço! Prendam os Gatunos!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Claro Como a Água: Estamos TODOS a ser ROUBADOS!
A reportagem é bem clara. Já ninguém tem dúvidas que as petrolíferas estão a extorquir o país. Nem sequer o presidente da associação das petrolíferas tem coragem de o negar. Os preços estão muito acima daquilo que é justo porque as petrolíferas fazem o que querem num mercado que é tudo menos concorrencial. Quando é que Manuel Sebastião acorda?! Quando é que a Autoridade da Concorrência toma as medidas devidas para acabar de uma vez por todas com este assalto?!
Acabem com o GAMANÇO!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Petrolíferas conseguem aumentar, em seu proveito, a diferença dos preços entre Portugal e a U.E.
Mais um interessante estudo por Eugénio Rosa que pode e deve ser lido na integra aqui.
"PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS EM PORTUGAL SUPERIORES AOS DA U.E. E, EM 2009, A DIFERENÇA PERCENTUAL AUMENTOU 88% NA GASOLINA95 E 28% NO GASÓLEO DETERMINANDO LUCRO EXTRA DE 210 MILHÕES €
RESUMO DESTE ESTUDO
Está-se a verificar em Portugal de novo uma escalada dos preços dos combustíveis. A justificação dada pelas petrolíferas, como é habitual, é o aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional. Mas se desagregarmos os aumentos concluímos que essa escalada está a ser determinada muito pela subida dos preços que revertem integralmente para as empresas, ou seja, dos preços sem impostos, que tem sido muito superior aos aumentos médios registados na U.E.
Segundo a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, em apenas 4 meses (Dez2008-Abril2009) as petrolíferas conseguiram aumentar, em seu proveito, em 88% a diferença percentual que separava o preço sem impostos da gasolina 95 em Portugal do preço médio da U.E.. Assim em Dezembro de 2008, o preço da gasolina 95 sem impostos em Portugal era superior ao preço médio da U.E. em 3,4% mas, em Abril de 2009, essa diferença já tinha aumentado para 6,4% (Quadro I).Em relação ao preço do gasóleo, também em apenas 4 meses, as petrolíferas conseguiram aumentar, em seu proveito, em 28% a diferença entre o preço sem impostos em Portugal e o preço médio da União Europeia. Em Dezembro de 2008, o preço do gasóleo sem impostos em Portugal era superior ao preço médio da U.E. em 5,7% mas, em Abril de 2009, essa diferença já tinha aumentado para 7,3%.(Quadro II)
Pelo contrário, se compararmos os preços de venda ao publico dos combustíveis, ou seja, os preços com impostos em Portugal e os preços médios da União Europeia, concluímos que a diferença percentual, contrariamente ao que sucedeu com os preços sem impostos, até diminuiu durante o mesmo período. Em Dezembro de 2008, o preço de venda ao publico da gasolina 95 em Portugal era superior ao preço médio da União Europeia em 15,8% e, em Abril de 2009, em 15,4% (Quadro I). Em relação ao preço do gasóleo, durante o mesmo período, a diferença ( o preço em Portugal ser superior ao da União Europeia ) diminuiu de 5,1% para 4,3%.
Portanto, a subida dos preços dos combustíveis está a ser determinada muito pelo aumento dos preços sem impostos, ou seja, dos que revertem integralmente para as empresas (Quadros I e II).
De acordo com as "Estatísticas Rápidas – Março de 2009, pág. 14, da Direcção Geral da Energia do Ministério da Economia, entre a 1ª semana e a 9ª semana de 2009, o preço sem impostos da gasolina95 em Portugal aumentou 21,8%, enquanto o preço do barril de petróleo subiu 8%
Resumindo, os dados da Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia revelam que, em 2009, o aumento dos preços sem impostos dos combustíveis em Portugal tem sido muito superior à subida verificada na maioria dos países da U.E. e, em particular, à subida registada nos preços médios da União Europeia (Gráfico 1), o que prova que a escalada dos preços dos combustíveis no nosso País não pode ser explicada apenas pelo aumento do preço do barril do petróleo no mercado internacional como pretendem fazer crer as petrolíferas. Esta escalada de preços que se está a verificar neste momento em Portugal tem também como causa a ausência de qualquer controlo dos preços dos combustíveis por parte quer da Autoridade da Concorrência (o seu último relatório sobre o mercado dos combustíveis1 mostrou que esta chamada entidade de supervisão não está disposta a actuar, servindo apenas para justificar a actuação das petrolíferas, o que prova a sua total submissão aos interesses destas grandes empresas) quer do próprio governo que nada faz para defender os interesses dos consumidores, por um lado; e, por outro lado, essa escalada de preços resulta do aproveitamento, por parte das petrolíferas, dessa situação de total descontrolo para subir os preços muito mais em Portugal do que na U.E. multiplicando os lucros.
O facto dos preços sem impostos dos combustíveis em Portugal serem superiores aos preços médios da União Europeia determina um custo extra para os consumidores portugueses, e um lucro extraordinário para as petrolíferas. Essa diferença (preços sem impostos em Portugal serem superiores ao preços médios da U.E.), na dimensão referida, deverá custar este ano aos consumidores portugueses mais 210,7 milhões de euros, o que significará um lucro extraordinário de igual montante para as empresas. E a situação actual deverá ser já mais gravosa para os consumidores portugueses de que a revelada pelos dados anteriores da Direcção Geral da Energia, pois a escalada dos preços a nível do consumidor continuou depois de Abril de 2009. Entre Abril de 2009, último mês em que aquela Direcção disponibilizou dados, e Junho de 2009,o preço de venda ao público da gasolina 95 subiu de 1,192€/litro para 1,343€/litro (+12,7%) e do gasóleo aumentou de 0,971 €/litro para 1,06€/litro (+9,2%).
