sexta-feira, 24 de abril de 2009

Galp Aumenta de Novo o Preço (5ª vez em Abril)

A Galp aumentou à meia noite a gasolina em mais um cêntimo, pela quinta vez este mês! O preço da gasolina é agora 1,239€! O petróleo continua bem mais barato que há um mês atrás, no entanto estamos a pagar +7 cêntimos que há um mês!!


Como diria Zeca Afonso nesta quadra que se avizinha:
"Mandadores d'alta finança fazem tudo andar para trás!”



Prendam os Gatunos!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Ponto 701

“701. Os preços ex-refinaria praticados em Portugal são determinados em contratos ENTRE as petrolíferas que, através de fórmulas matemáticas, os indexam aos preços Platts praticados no Noroeste Europeu (NWE).”

Do relatório da Autoridade da Concorrência sobre os combustíveis.



"Oligopólio

nome masculino
ECONOMIA situação de mercado em que um número reduzido de vendedores controla toda a oferta de serviços ou mercadorias"


"Cartelização

nome feminino
acto ou efeito de se cartelizar"


"Cartelizar-se

verbo pronominal
1. agruparem-se os industriais do mesmo ramo para obterem uma produção remuneradora do seu trabalho ou do seu capital e depois combinarem com o comércio uma distribuição racionalizada dos produtos fabricados
2. formar cartel"


"Cartel
nome masculino

4.ECONOMIA acordo entre várias empresas comerciais e industriais de um dado sector que tem por fim obter ou defender o monopólio em determinado mercado"

Do Dicionário de Língua Portuguesa Online da Porto Editora.



"Em termos de concertação de preços é convicção da Autoridade da Concorrência, é minha convicção, que não temos nenhuma evidencia de concertação de preços"

Disse Manuel Sebastião, Presidente da Autoridade da Concorrência, no Parlamento.


Parece que não chegou a ler as 500 paginas do relatório...

"Palavras para quê? É um artista português!"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Gasolina desce 3 vezes menos que o Petróleo (mas a Autoridade da Concorrência não vê nada!)

Hoje no site do Diário Económico, por Ana Maria Gonçalves

"Os consumidores chegam a esperar seis semanas para ver reflectida na bomba a descida dos preços do ‘brent’.

A esmagadora maioria dos automobilistas continua a ter dificuldade em digerir a crueza dos números. Desde o pico histórico alcançado em Julho de 2008, o preço do barril do crude que serve de referência ao mercado nacional já caiu 65,9%. No mesmo intervalo de tempo, até 10 de Abril último, o gasóleo rodoviário tinha descido apenas 32,1% para 0,967 euros por litro, ao passo que a gasolina se ficou por uma queda de 22%, para 1,188 euros.

O já tradicional desfasamento temporal entre as alterações do barril de petróleo nos mercados internacionais e o preço pago à saída das bombas é outra das realidades que os consumidores têm dificuldades em compreender. Sobretudo quando a tendência do crude é de descida.

Chega-se a esperar cinco a seis semanas para ver nas bombas o reflexo dessa queda. O que não acontece, em situações inversas.

A tudo isto, acresce a complexidade da estrutura dos preços dos combustíveis"


E o presidente da AdC, Manuel Sebastião, tem a lata de vir dizer que "Não há concertação nos Preços dos Combustíveis!"
E assim são arquivados os oito processos por suspeitas de concertação dos preços!

É mais uma vez a escola do Banco de Portugal... não vêm nada, não vão ver nada mesmo que o elefante que são pagos para procurar lhes espirre para cima, e só dão conta dele se o elefante lhes cair em cima! Admirem-se se daqui a uns anos for dado a este senhor um dos tachos dourados da Galp. Com tamanha miopia, fez mais pela prosperidade da Galp do que "tachistas" que hoje lá estão, já merece!




segunda-feira, 20 de abril de 2009

O Petróleo caiu hoje 9,5%(!!) em Nova York!

O Preço de Petróleo caiu hoje 9,48%(!!) em Nova York! O preço está agora nos $45!

Qual será o argumento para os preços continuarem a subir?

Gás Mais Caro!




Somos o 3º País da União Europeia com o Gás MAIS CARO! 49 Cêntimos mais caro que a média europeia.

Em Portugal no mercado do Gás, tal como no mercado dos combustíveis, é a Galp quem domina o mercado. No caso do Gás tem mais de 90% da cota do mercado, é por isso obviamente quem estipula os preços que se praticam.

Entretanto o preço do gás natural já caiu mais de 50% desde Janeiro deste ano mas o preço a pagar na factura dos portugueses mantém-se inalterado.

O que diz a Autoridade da Concorrência sobre isto? Nada! Como sempre cobardemente, escusa-se a defender os consumidores, e mais grave que isso, escusa-se a fazer o seu trabalho que é, como o nome indica, REGULAR O MERCADO para que a concorrência exista efectivamente!

Como em muitas outras situações no nosso país as entidades existem mas escusam-se a fazer aquilo para o qual foram criadas!

É apenas mais um escândalo envolvendo a Galp… não é só nos combustíveis, nos lucros e nos salários dos seus administradores que o Gamanço da Galp acontece. É em todo e qualquer sector de actividade que esta empresa tenha!


Fica o Link do Estudo que deu origem à noticia, e outra notícia sobre o mercado do Gás aqui.



P.S. – O Economista Eugénio Rosa, autor do estudo e que aparece na reportagem da SIC, tem diversos estudos sobre a Galp. Aproveito esta oportunidade para deixar os Links, vale a pena ler:

Lucros da GALP sobem 159% e governo oferece à GALP 200 milhões euros de IRC, 13.09.2008



Lucros extraordinários da GALP aumentaram 228,6 % no 1º trimestre de 2008, 22.05.2008



Os lucros da GALP aumentaram 71% devido ao aumento dos preços de venda dos combustíveis, 21.09.2007




domingo, 19 de abril de 2009

Galp volta a aumentar o preço dos combustíveis, segunda vez na mesma semana!!

3 dias depois, ontem dia 18 de Abril a Galp volta a subir os preços. A gasolina subiu mais um cêntimo e custa agora em 1,229€ por litro. O gasóleo custa 0,998€.

O petróleo continua parado nos 50$ por barril. Este, segundo um artigo do Diário Económico, teve a "pior semana em dois meses"!
Há exactamente um mês o petróleo custava os mesmos 50$ por barril, já a Galp vendia a gasolina a 1,169€. +6 cêntimos por litro! o que justifica isto?

NADA!

já nem sequer chove lá fora...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Galp volta a aumentar o preço dos combustíveis.

A Galp voltou a aumentar ontem dia 15 o preço dos combustíveis... a Gasolina subiu 1 cêntimo para 1,219€.

Já o Petróleo esse quando não desce, pelo menos mantém o preço e continua sem ultrapassar os 50$ o barril.

Porque é que o preço subiu outra vez então?
Porque está a chover!
Espera não... sobe mais que está sol agora!

RIDÍCULO!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Lista de “Tachistas” da GALP Energia (resumo das suas biografias)

Como prometido no post anterior publica-se agora "lista dos tachistas da Galp Energia".
Para se perceber quem são e o que fizeram na vida para chegar aos tachos dourados que detêm ou detiveram dentro da galp energia.

Permito-me perguntar, quanto tempo mais é que temos de esperar por medidas concretas contra o enriquecimento ilícito de políticos no nosso país!

P.s.- Esta lista será devidamente actualizada, revista e aumentada à medida que foram chegando novas informações e mais biografias.



Lista de “Tachistas” da GALP Energia
(resumo das suas biografias)


Francisco Murteira Nabo
Presidente do Conselho de Administração, desde 2005

Vereador de Câmara Municipal de Lisboa (Pelo PS) entre 1976 e 1981.
Secretário de Estado dos Transportes, do IX Governo Constitucional (Governo PS/PSD, liderado por Mário Soares) entre 1983 e 1985.
Ministro do Equipamento Social no XIII Governo Constitucional (Governo PS liderado por António Guterres) em 1995.
Presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom SGPS, SA, desde Abril de 1996 a Abril de 2003.
É vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo.
Curador da Fundação do Oriente, e nessa qualidade, Administrador não executivo de várias empresas por ela controladas.
Membro do Conselho Nacional da Fundação Aga Khan Portugal
Administrador não executivo da Holdomnis – Gestão e Investimentos, S.A., da Templo – Gestão e Investimentos, SA e do Seng Heng Bank de Macau.
Bastonário da Ordem dos Economistas de Portugal, eleito em Dezembro de 2007.





Manuel Ferreira De Oliveira
Presidente Executivo, desde 2006

Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da UNICER - Bebidas de Portugal, SGPS, S.A. Entre 2000 e 2006.
Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva da PETROGAL - Petróleos de Portugal, S.A. Entre 1995 e 2000.





Fernando Gomes
Administrador da Galp Energia, desde Maio de 2005.
Responsável pelas áreas de E&P e Distribuição Oil África

Deputado à Assembleia da República, eleito pelo PS em TODAS as eleições desde 1979.
Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, entre 1974 e 1981.
Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo no IX Governo Constitucional (Governo PS/PSD, liderado por Mário Soares) entre 1983 e1985.
Deputado do Parlamento Europeu, eleito pelo PS em 1986.
Presidente da Câmara Municipal do Porto, eleito pelo PS, entre 1989 e 1999.
Presidente do Conselho de Administração da Empresa Metro do Porto, S.A. (1993 – 1999).
Ministro da Administração Interna e Ministro Adjunto do XIV Governo Constitucional (Governo PS liderado por António Guterres), entre 1999 e 2000 quando foi exonerado dos cargos.
Foi Conselheiro de Estado.
Manteve o seu lugar de deputado na Assembleia da República até Maio de 2005 quando foi nomeado administrador executivo da Galp. (Nomeado pelo Estado durante governo PS de José Sócrates)




Manuel Domingos Vicente
Membro do Conselho de Administração da Galp Energia, desde 2006.

Chefe do Gabinete Técnico do Ministério da Energia e Petróleos de Angola, entre 1987 e 1991.

Director Geral Adjunto da Sonangol, entre 1991 e 1999.
Presidente do Conselho de Administração da Sonangol desde 1999, da UNITEL, S.A.R.L. (Empresa Angolana de telecomunicações móveis) e da Sonils – Sonangol Integrated Logistic Services, Lda..

Vice-Presidente da Fundação Eduardo dos Santos (Cujo Patrono e Criador é José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola, NUNCA ELEITO democraticamente, desde 1979 até hoje)
Acumula ainda as funções de Membro do Conselho de Administração do BAI – Banco Africano de Investimentos e do Grupo Carlyle, entre outras.




Daniel Bessa
Presidente do Concelho Fiscal, desde Outubro de 2006

Porta-voz do PS para as questões económicas e financeiras, entre Dezembro de 1992 a Outubro de 1995.
Ministro da Economia, Industria, Comércio e Turismo do XIII Governo Constitucional (Governo PS, liderado por António Guterres), entre 1995 e 1996
Administrador do Finibanco, S.A., desde 1997.
Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Cerveira, entre 1998 e 2003.
Director Não-Executivo da Finibanco, SGPS, S.A e da Efacec, desde Maio de 2001 e 2004 respectivamente.
Presidente do Concelho Fiscal da
SONAE.

Consultor desde 1983, de entre outros: Sonae (para assuntos de macroeconomia, entre 1999 e 2006.), Amorim Group, Siderurgia Nacional – Serviços, HCB - Hidroeléctrica Cahora-Bassa, Empresa Carbonífera do Douro, Soserfin – Sociedade de Serviços Financeiros, Governo da República Popular de Angola, Governo Regional dos Açores, Comissão de Coordenação da Região Norte, Estrutura de Missão Parcerias-Saúde, IGIF – Instituto de Gestão Informática e Financeira do Ministério da Saúde, ARS Centro – Administração Regional de Saúde do Centro, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, Câmara Municipal do Porto, Câmara Municipal do Funchal, Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Câmara Municipal de Barcelos, Câmara Municipal de Póvoa do Varzim, Câmara Municipal de Bragança, Câmara Municipal de São João da Madeira, Câmara Municipal do Cartaxo, Câmara Municipal do Marco de Canavezes, Associação de Municípios do Vale do Lima, Associação de Municípios do Vale do Minho, ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, APICCAPS – Associação
Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, APIM – Associação Portuguesa das Indústrias de Malhas e de Confecção, AIMMP – Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal, ANECAP – Associação Nacional das Empresas Concessionárias de Áreas Portuárias, Sindicato dos Bancários do Norte, CLIP – Colégio Luso Internacional do Porto, COTEC Portugal).




Rui Machete
Presidente da Mesa da Assembleia-geral, desde Outubro de 2006

Ministro dos Assuntos Sociais do VI Governo Provisório (Liderado por Pinheiro de Azevedo), entre 1975 e 1976
Administrador do Banco de Portugal, entre 1981 e 1983
Ministro da Justiça, da Defesa e Vice-Primeiro-Ministro do IX Governo Constitucional (Governo PS/PSD, liderado por Mário Soares) entre 1983 e1985.
Deputado da Assembleia da República eleito pelo PSD, entre 1976 e 1995.
Presidente da Comissão Parlamentar de Economia da IV e V Legislatura em 1985. Presidente da Comissão Eventual para a II e III Revisões Constitucionais entre 1988 e 1992.
Presidente do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (desde 1988).
Presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, até à recente nacionalização do BPN.



Américo Amorim
Vogal da Comissão de Remunerações

Dono da Corticeira Amorim, Lider Mundial no sector da CortiçaHomem mais Rico de Portugal Segundo a Revista Forbes, desde 2008 (Depois d José Sócrates lhe ter oferecido um terço da galp a preço de saldo)
Um dos principais Accionistas do Banco Internacional de Crédito, Terceiro Maior Banco de Angola
Terceiro maior accionista do Banco Popular (Espanha)





José Honorato Ferreira
Vogal do Conselho Fiscal

Assessor do Primeiro-Ministro, para a área da Economia nos X e XI Governos Constitucionais (Governos PSD, liderados por Cavaco Silva), entre Novembro de 1985 e Outubro de 1991.
Chefe do Gabinete do Primeiro-Ministro, no XII Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Cavaco Silva), entre Outubro de 1991 e Outubro de 1995.
Assessor do Presidente do Conselho de Administração do Banco Totta & Açores, em Novembro de 1995.
Director do Gabinete Euro, do grupo Mundial-Confiança (Banco Totta & Açores, Banco Pinto & Sotto Mayor, Crédito Predial Português e Companhia de Seguros Mundial-Confiança).
Administrador da Fundação Luso-Espanhola.









Antigos “Tachistas” da Galp Energia:


Joaquim Ferreira do Amaral
Presidente do Conselho de Administração da Galp Energia, Entre

Secretário de Estado das Industrias Extractivas e Transformadoras no V Governo Constitucional (liderado por Maria de Lurdes Pintasilgo), entre 1979 e 1980.
Secretário de Estado da Integração Europeia no VII Governo Constitucional (Governo PSD, liderado Por Francisco Pinto Balsemão), em 1981
Ministro do Comércio e Turismo no XI Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Aníbal Cavaco Silva), entre 1985 e 1990.
Ministro das Obras Publicas, Transportes e Comunicações no XII Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Aníbal Cavaco Silva), entre 1990 e 1995.
Deputado da Assembleia da República eleito pelo PSD, em 1995.
Candidato pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa, em 1997.
Candidato com o apoio do PSD à Presidência da Republica, em 2001.
Membro do Conselho de Administração da Lusoponte, desde 2008.





António Mexia
Presidente Executivo da Galp Energia, entre 2001 e 2004

Adjunto Secretário de Estado do Comercio Externo, do XI Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Aníbal Cavaco Silva), entre 1989 e 1991.
Administrador do Banco Espírito Santo Investimento, de 1990 a 1998.
Presidente do Concelho de Administração da GDP-Gás de Portugal e da Transgás, entre 1998 e 2001.
Presidente da Associação Portuguesa de Energia, entre 1999 e 2002.
Presidente da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), 2004.
Vice-Presidente da AIP.
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, do XVI Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Pedro Santana Lopes), em 2004 e 2005.
Presidente Executivo do Conselho de Administração da EDP, desde 2006. Enquanto tal aumentou em 2008 o seu salário e o dos seus administradores 118%(!!), enquanto os trabalhadores da empresa foram aumentados em 1,2% apenas. Depois da empresa apresentar 1000 MILHÕES DE EUROS em lucros no início de 2009, aumentou os preços da electricidade em 5%, 3 vezes o valor da inflação!





Joaquim Pina Moura
Vogal do Conselho de administração da Galp entre 2004 e 2008

Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, do XIII Governo Constitucional (Governo PS, Liderado por António Guterres), entre 1995 e 1997
Ministro das Finanças e Ministro da Economia, do XIII Governo Constitucional (Governo PS, Liderado por António Guterres), entre 1997 e 1999
Deputado à Assembleia da República eleito pelo PS, entre 1995 e 2007.
Presidente da Iberdrola Portugal, desde 2004. (sim, ao mesmo tempo em que era deputado!)
Consultor do Conselho de Administração do BCP, desde 2004.
Presidente da Media-Capital, entre 2007 e 2009.



João de Deus Pinheiro
Administrador da Galp Energia, entre 2000 e 2005

Deputado da Assembleia da República eleito pelo PSD, em 1985, 1987, 1991.
Chefe de Gabinete do Ministro da Educação e Cultura no VI Governo Constitucional (Governo PSD liderado por Francisco Sá Carneiro), entre 1980 e 1981.
Secretário de Estado da Administração Escolar do VII Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Francisco Pinto Balsemão), entre 1982 e 1983.
Ministro da Educação do IX Governo Constitucional (Governo PS/PSD, liderado por Mário Soares), entre 1983 e 1985.
Ministro da Educação e da Cultura do X Governo Constitucional (Governo PSD, liderado por Aníbal Cavaco Silva), entre 1985 e 1987.
Ministro dos Negócios Estrangeiros dos XI e XII Governos Constitucionaias (Governos PSD, liderados por Aníbal Cavaco Silva), entre 1987 e 1995.
Comissário Europeu entre 1993 e 2000.
Deputado Europeu, cabeça de lista pelo PSD ás eleições europeias em 2004.
Vice-Presidente do Partido Popular Europeu, em 2004.
Administrador da Lusomundo, entre 2003 e 2005.
Membro do Conselho Consultivo do Banco Privado Portugês desde 2000.

Cabeça de Lista em Braga nas listas do PSD para as Eleições Legislativas de 2009



Alberto Alves Oliveira Pinto
Vogal do Conselho de administração da Galp Energia

Desempenhou funções de gestão em várias instituições financeiras e industriais.
Presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino
Vice-Governador do Banco de Portugal
Presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Nacional de crédito Imobiliário.
Administrador não executivo do Banco Espírito Santo.




Pedro Rebelo de Sousa
Presidente da Mesa da Assembleia-geral, até Outubro de 2006
(Irmão de Marcelo Rebelo de Sousa)



Vice-presidente do Citibank, N.A., América Latina – Brasil, entre 1977 e 1984
Vice-presidente do Citicorp Investment Bank, Nova Iorque, entre 1985 e 1988
Vice-presidente do Citibank, N.A., Nova Iorque, entre 1988-1990
Presidente do Conselho de Administração do Banco Fonsecas & Burnay, S.A., (responsável pela reprivatização), entre 1990 e 1991
Administrador Executivo, e membro não executivo de órgãos sociais de várias Empresas como a PT Internacional, GALP, Alcatel Portugal, Novabase, Banif, Sumolis, etc.
Sócio da Simmons & Simmons Rebelo de Sousa, Desde 1993.




Rui Miguel Horta e Costa













A Galp pagou mais de 4 MILHÕES DE EUROS aos seus administradores no ano de 2008

A Galp pagou mais de 4 MILHÕES DE EUROS aos seus administradores no ano de 2008 (em plena crise do petróleo se bem se lembram!), que dá uma média de 49 mil euros por mês a cada administrador, 1800 euros por dia! Vivemos num país em que o salário mínimo MENSAL, não chega aos 500 euros!

Um conselho de Administração que se reuniu 49 vezes o ano inteiro.

Alem disso, também no ano de 2008, a Galp ofereceu aos seus administradores um plano poupança reforma para o qual contribuiu com 90 mil euros por administrador!


O mais grave é que entre estes administradores e gestores com ordenados pornográficos, estão e estiveram ex-políticos sem a mínima qualificação e habilitações para o cargo que ocupam, e cujo o único critério de selecção para o cargo foi o cartão de militante de um dos dois partidos do bloco central (PS ou PSD, a corja é a mesma), e a posição que ocuparam nesse mesmo partido.

Alias, como se vê na Galp, a posição accionista do Estado nas grandes empresas portuguesas não serve para regular as politicas da empresa como devia, não serve para travar o assalto a que todos os dias os portugueses são submetidos! Serve sim para legitimar o roubo (equilibrando o orçamento de estado através da pesada carga fiscal tornando o Estado conivente no assalto) e pior que isso, serve para atribuir tachos dourados a ex-dirigentes partidários que não conseguem continuar a singrar na carreira através da trafulhice politica do costume. Diversificam a corrupção também no sector privado ou pubico-privado neste caso!

Para se ter uma melhor noção e compreensão de quem são, quais as suas carreiras e a maneira como chegaram a este tipo de cargos, publicarei de seguida a “Lista de Tachistas da Galp Energia” (“tachistas” de tacho e não de taxa, não confundir.)

Recomendo também a leitura da reportagem da visão já publicada num post desde blog sobre os
tachos dourados do psi 20, e a visualização da reportagem abaixo.

Atentem bem no rodapé final da reportagem da SIC sobre este assunto:
"Grandes Empresas nacionais aumentam os Lucros dos Gestores" (e não o contrário como seria de esperar!)



video

Outros artigos sobre o mesmo assunto,
aqui e aqui.

Gasolina em Espanha vs. Portugal

Estive em Espanha na sexta-feira santa e como é óbvio aproveitei para atestar o deposito. O preço da Gasolina era 0,91€ e o Gasóleo 0,83€!

Por cá a Galp tinha subido no dia anterior o preço em 1,209€ e 0,989€ da Gasolina e do Gasóleo respectivamente!

30 cêntimos por litro de diferença! São 15€ por cada deposito no meu carro! Estou a ser vilmente assaltado e não há quem me defenda! Sou só eu que sou assaltado? Porque é que ninguém se revolta neste país?!

Entretanto parece que o Sr. Amorim, através da Amorim Energia, apresentou uma proposta onde pretende que cada acção da Galp corresponda a um voto. O tema vai ser debatido, a 27 de Abril, na assembleia geral de accionistas da Galp. Será votada uma alteração à contagem de votos.

Será o fim sorrateiro da Golden Share do Estado na Galp? Será que é desta que fica mesmo descontrolada de todo?

Veremos no que isto dá... espera-se a todo o momento um aumento do gamanço!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Censurados!

Parece que a carapuça serviu na perfeição...

Os senhores da Galp não aguentaram ser confrontados com a crua realidade e censuraram o nosso protesto!
Ainda assim a mensagem aguentou intacta mais de 12 horas, + tempo do que os combustíveis sem aumentar.


Amanha há mais...










O Protesto sai à Rua!

Protesto pintado à saída de uma bomba da Galp! (Bomba da Ajuda em Lisboa, se quiserem visitar, sem gastar lá um único euro sffv!)

Quem sai da bomba, mesmo que não o queira sentir, pelo menos lê aquilo que lhe acabou de suceder.





E para quem quiser fazer isto em casa, ou no posto de abastecimento mais próximo da sua área de residência já pode. Fica aqui a Base, basta usar uma técnica normalíssima de stencil (há videos no youtube a explicar rapidamente como se faz, só procurar pela palavra "stencil").
Instruções Básicas:

1. Imprime-se a imagem em grande formato (neste caso tem 2 metros e meio por noventa centímetros.)

2. Recorta-se a imagem, em diferentes camadas (cada uma corresponde a uma cor), numa base rígida de área igual à impressão (pode ser cartão canelado, cartão cinzento, pvc ou outros)

3. Com 3 cores de Spray (Laranja, Preto e Branco neste caso), pinta-se num local adequado (à porta da sede da galp, nos próprios postos de abastecimento da empresa, ou na parede da casa do Fernando Gomes e do Murteira Nabo, por exemplo).




Os Tachos Dourados do PSI 20

O seguinte artigo foi publicado na visão, no final de 2008 e mostra bem a promiscuidade nojenta entre a nossa classe politica e as empresas dos sectores que tutelaram. Isto é pior que enriquecimento ilícito, é não ter a mínima vergonha na cara! Hajam tachos dourados para dar. Foi retirado daqui.


Os trunfos políticos do PSI 20

Três quartos das 20 maiores empresas cotadas na Bolsa de Lisboa têm antigos governantes no topo da sua gestão. As relações entre o poder político e o económico continuam a dar que falar e carecem de mais mecanismos destinados a salvaguardar a transparência e a afastar quaisquer suspeitas


POR FRANCISCO GALOPE* ILUSTRAÇÃO HÉLDER OLIVEIRA


Da próxima vez que se sentarem juntos a uma mesa não será, decididamente, para jogar póquer. As apostas se
rão bem mais volumosas do que numa simples partida de cartas.

Em breve, três antigos ministros que tutelaram as obras públicas poderão ter de se encontrar para renegociar o contrato de concessão da gestão e exploração das travessias rodoviárias do rio Tejo.

A Lusoponte, a empresa concessionária, detentora do exclusivo do negócio na área de Lisboa, conta com dois pesos-pesados do seu lado: Ferreira do Amaral e Jorge Coelho, dois ex-governantes que, a dada altura, negociaram com a empresa, em representação do Estado, o contrato de concessão e os acordos de reequilíbrio. O terceiro elemento a ir a jogo, conforme noticiou o Público, será Murteira Nabo, ministro da área, no primeiro Governo de Guterres, e agora chairman da Galp Energia, a quem caberá dirigir a comissão técnica criada pelo Executivo para decidir sobre aquelas negociações.

Ferreira do Amaral tutelou as Obras Públicas, nas duas maiorias absolutas de Cavaco Silva. Foi ele quem lançou o concurso para a construção da Ponte Vasco da Gama e que, em 1994, concessionou aquela travessia à Lusoponte. Hoje, é presidente não-executivo da empresa.

Por seu turno, Jorge Coelho, enquanto ministro da mesma pasta, no segundo Executivo de António Guterres, negociou, em 2001, um acordo com a empresa, visando acabar com os sucessivos pedidos de reequilíbrio financeiro. Actualmente, é o presidente executivo da Mota-Engil, a principal accionista da Lusoponte.

Na segunda-feira, 6, os holofotes dirigiram-se, uma vez mais, para Jorge Coelho. O PSD apontou-lhe as suas baterias, acusando o Governo de José Sócrates de beneficiar a Liscont, uma empresa do grupo Mota-Engil à qual foi concedida a exploração do terminal portuário de Alcântara, sem concurso público, por mais 27 anos.

«Há um favorecimento do Governo a esta empresa que, até agora, foi a única que, com a decisão, ganhou a adjudicação ou uma indemnização se lhe for retirado esse direito», declarou o social-democrata Luís Rodrigues, num almoço com jornalistas.


Coelho manteve-se incontactável. Pelo menos para os jornalistas da VISÃO.

Coincidências ou não, estes casos são ilustrativos das dúvidas que podem ser suscitadas quando a transição entre as cadeiras do poder político e do poder económico é tão... natural.

«Nesse domínio, há sempre a percepção de promiscuidade e isso não é bom para o sistema político, que, em si, já merece uma apreciação bastante negativa por parte do eleitorado», salienta o politólogo André Freire, investigador do ISCTE. António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais, que tem estudado as elites políticas, chama a este fenómeno uma «relação pouco saudável» que contribui para a noção de que existe tráfico de influências, distanciando ainda mais os governantes da sociedade civil.


A PONTA DO ICEBERGUE

Para perceber melhor essas ligações, a VISÃO analisou os relatórios e contas e os relatórios de governança das duas dezenas de empresas integradas no PSI 20, o principal indicador bolsista.

Cruzámos os nomes que integram cada uma das administrações com a lista de homens e mulheres que assumiram funções governativas desde o 25 de Abril.
Nas empresas que compõem o referido índice, 22 lugares de administradores (cerca de um em cada 10) estão ocupados por alguém que já esteve no Governo.

Desses, oito em posições executivas. Em duas dezenas de sociedades, 14 empregam antigos secretários de Estado e ministros.
«É um número significativo», comenta André Freire. «Mesmo que em algumas dessas empresas o Estado ainda tenha uma participação.»

Feitas as contas, com base nas cotações de segunda-feira, 6 (dia do maior crash de sempre da Bolsa lisboeta), podemos dizer que essas figuras políticas estão envolvidas na gestão de entidades que valem 50,7 mil milhões de euros - um terço do PIB português.

Este levantamento é apenas uma amostra do que existe por aí. Não inclui outras empresas, outros órgãos sociais, nem outros cargos políticos (como deputados e chefes de gabinete).

De fora da referida estatística ficam, assim, casos como os do socialista Pina Moura (ex-ministro da Economia, das Finanças e ex-deputado), que deixou a Assembleia da República para governar os destinos da Media Capital (dona da TVI) e da eléctrica espanhola Iberdrola; do social-democrata Luís Filipe Pereira, que foi ministro da Saúde com Durão Barroso e Santana Lopes (agora na Efacec), ou do actual presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira (nomeado seis vezes para o Governo, a última como ministro do Comércio e Turismo de Cavaco Silva, entre 1991 e Novembro de 1995).

Naquelas contas também não entram os escritórios de advogados e empresas de consultadoria onde trabalham antigos (e actuais) políticos, e dos quais os grupos económicos se socorrem para os representar ou para definirem estratégias.


ESCOLA DE GESTÃO?

Mas, afinal, o que vêem as empresas nos quadros políticos? O fenómeno já levou a deputada do Bloco de Esquerda Helena Pinto a afirmar que o «Bloco Central é a melhor escola de gestão do mercado».

A ironia não andará longe da realidade. António Bernardo, vice-presidente da Roland Berger, uma empresa transnacional de consultadoria estratégica, diz que a passagem pela política pode ser benéfica para o currículo de um gestor: «Um cargo político dá uma visão macroestratégica, se for bem exercido.»

Um político adquire treino a gerir pessoas e máquinas partidárias. E aprende a tomar decisões, sem provocar rupturas. Adquire capacidade de diálogo, aprende a convencer.

Parecem palavras decalcadas das que Murteira Nabo pronunciara momentos antes: «O que se aprende na política é a liderança, o comando de grandes organizações.»

Na óptica de António Costa Pinto, as empresas têm uma noção pragmática da utilização destes quadros como «facilitadores» e lobistas, com acesso rápido ao topo dos aparelhos partidários, do Governo, e, em muitos casos, a estruturas internacionais. «Esse papel de facilitadores remete também para a ineficácia de um sistema em que a relação entre política e economia é difícil devido à burocracia excessiva.»

A verdade é que, na sua transição do Governo para as empresas, os políticos levam consigo uma rede de contactos e conhecimentos que podem desbloquear situações. «Ter passado pela política dános essa abertura», admite Murteira Nabo.

Segundo Costa Pinto, a situação é fruto de o Estado ser um actor preponderante na economia, mantendo dependentes os grandes grupos, que contratam políticos para funcionar como agilizadores da actividade empresarial. Outro dado salientado pelo investigador é a reduzida taxa de profissionalização política no Governo. «Portugal tem das taxas de profissionalização da elite governativa mais baixas da Europa», argumenta.

A falta de currículo num determinado sector não é impeditiva de se ser chamado para um conselho de administração e muitas vezes as dúvidas são expressas pelos próprios pares.

Na Primavera passada, o antigo ministro da Indústria de Cavaco Silva e actual presidente do BCI Portugal (banco de capitais angolanos), Luís Mira Amaral, comentava ao Diário Económico: «O Paulo Teixeira Pinto, quando chegou ao Governo, nem sabia o que era um banco, nem Pina Moura o que era energia.» Recorde-se que Teixeira Pinto foi secretário de Estado da Presidência, no último Governo de Cavaco Silva e, anos depois, chegou à presidência do BCP.

Mesmo faltando-lhes um currículo relevante numa determinada área de trabalho, nota André Freire, «os políticos no seio das empresas sempre dispõem de melhores canais com o poder.» Existem casos paradigmáticos de pessoas com grande capacidade.

«Mas também há aqueles casos em que os indivíduos são escolhidos apenas por estarem na política», diz António Bernardo, para quem a presença de ex-governantes em 14 empresas do PSI 20 é razoável. «Há gente muito boa na política. Se forem bem escolhidos, podem desempenhar um excelente papel nas empresas.» O consultor acrescenta que «recomendaria [aos seus clientes] gente muito boa de todos os partidos».

Quem? Por exemplo, Alexandre Relvas, presidente do Instituto Social-Democrata e ex-director de campanha de Cavaco Silva. «E António Carrapatoso [presidente da Vodafone] faria um bom lugar na política.»

Consultando as listas do PSI 20, encontram-se casos em que a transição das empresas para a política é temporária: os tecnocratas independentes, uma aparição em qualquer Governo. São, entre outros, os casos de Artur Santos Silva, chairman do BPI, que já era banqueiro quando, em pleno PREC, fez uma passagem de 10 meses pela secretaria de Estado das Finanças. E também António Mexia, actual presidente da EDP, que tutelou as Obras Públicas, no efémero Executivo de Santana Lopes - um intervalo numa já avançada carreia de gestor.


PARA ABRIR CAMINHO

Aparece também quem reparta a vida profissional entre as duas carreiras, como Murteira Nabo. O primeiro cargo político assumiu-o em 1976, como vereador na Câmara de Lisboa, ano em que subiu à presidência da Rádio Marconi, onde entrara, oito anos antes, como economista estagiário.

A partir daí, dividiu a sua carreira entre a política e a gestão, até ter de sair do Governo de Guterres por causa de um problema relacionado com impostos (sisa). «Todas as pessoas o faziam, mas governante não pode fazê-lo», comenta. O escrutínio público a um governante é apertado. Nisso, admite, a vida profissional nas empresas é mais fácil.

Do Governo, Murteira Nabo foi para a presidência da Portugal Telecom e retomou a gestão. Hoje, reconhece à VISÃO que, se não tivesse passado pelas cadeiras do poder político, provavelmente não estaria na presidência não-executiva da Galp Energia, onde representa o accionista Estado.

E ainda há quem se dedique à política de alma e coração, acabando esta por se converter no trampolim para voos mais altos.
Armando Vara foi funcionário de balcão da agência da Caixa Geral de Depósitos em Mogadouro, Trás-os-Montes. Ingressou no PS. E, hoje, é vice-presidente do maior banco privado português, o Millennium BCP.


IMPEDIMENTOS

A rotação entre cargos políticos e empresariais, segundo explica Costa Pinto, ocorre, sobretudo, em regimes com pouca legislação sobre conflitos de interesses. Em Portugal, esse é um problema, pelo menos de imagem, e a legislação actual não é capaz de o resolver.

A lei em vigor estipula que, para um antigo governante poder exercer cargos de gestão numa empresa da área que tutelou, é necessário um período de «nojo» de três anos.

Contudo, o regime de incompatibilidades prevê uma série de excepções e tem omissões. Por exemplo, o interregno de três anos só é válido, entre outras situações, se, durante o mandato, a empresa tiver sido alvo de privatização.
Outro exemplo: nada impede um ex-ministro de trabalhar como assessor ou consultor numa empresa que tutelou.

Os partidos com assento parlamentar à esquerda do PS já avançaram com propostas que visam, nomeadamente, aumentar o período de nojo entre a saída do Governo e a entrada numa empresa do sector que se «governou». O Bloco de Esquerda defende um intervalo de dez anos, o PCP de cinco.

Na opinião de António Bernardo, da Roland Berger, têm de ser evitadas quaisquer situações passíveis de suscitar conflitos de interesse. Além disso, é preciso transparência e capacidade para as monitorizar. «Mas», afirma André Freire, «a regulação por lei é difícil.»

E as soluções não saltam como coelhos da cartola. É que além de serem, as coisas também têm de parecer sérias. E transparentes. Mais do que legislação, defende o politólogo, impõe-se haver uma mudança da cultura política, nos próprios partidos, que aceitam e relativizam situações menos transparentes, quando as deviam criticar.

Caso contrário, sempre que um ex-ministro convertido em gestor vai negociar com o Governo, levanta-se a suspeita do favor, sugerindo a existência de promiscuidade entre política e negócios. O sistema fica envolto em opacidade e essa é uma doença da democracia a qual, por causa disso, perde credibilidade junto da sociedade civil.

Corre-se o risco sério de nesta se instalar a ideia de «lá foram eles tratar das suas vidinhas».


Armando Vara

Cargo no PSI 20: vice-presidente do Millennium BCP (executivo)

Outros cargos de gestão: Vice-presidente da Fundação Millenium BCP.
Antes de ir para o BCP, em 2008, foi administrador da Portugal Telecom e da Caixa Geral de Depósitos, bem como de quatro empresas deste grupo

No Governo: com António Guterres, foi sucessivamente secretário de Estado da Administração Interna, secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna e ministro Adjunto do primeiro-ministro e da Juventude e do Desporto


Luís Valente de Oliveira

Cargo no PSI 20: administrador não-executivo da Mota-Engil
Outros cargos de gestão: vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal, membro do conselho geral e de supervisão e do conselho do Millennium BCP. É presidente da mesa da assembleia geral de seis sociedades e pertence à direcção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento

No Governo: ministro da Educação e Investigação Científica de Mota Pinto. Esteve presente nos três governos de Cavaco Silva, com a pasta do Planeamento e Administração do Território. Regressou à governação com Durão Barroso, tutelando a pasta das Obras Públicas, Transportes e Habitação


Jorge Coelho

Cargo no PSI 20: presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil
Outros cargos de gestão: teve uma empresa de consultoria, a Congetmark, em cuja carteira de clientes surgem a Mota-Engil, Novabase, Visabeira, Martifer e Jerónimo Martins. Foi adviser da Roland Berger

No Governo: foi o homem-forte dos governos de Guterres - ministro Adjunto, ministro da Administração Interna, ministro da Presidência, ministro do Equipamento Social, ministro de Estado


Francisco Murteira Nabo

Cargo no PSI 20: presidente da Galp Energia (não-executivo)
Outros cargos de gestão: administrador não-executivo de empresas ligadas à Fundação Oriente, de que é curador, e outras, incluindo o Seng Heng Bank, de Macau. Passou pela presidência da PT, foi administrador do BES e presidiu à COTEC Portugal

No Governo: secretário de Estado dos Transportes do Bloco Central (Mário Soares) e ministro do Equipamento Social (primeiro executivo de Guterres)


Fernando Gomes

Cargo no PSI 20: administrador da Galp Energia (não-executivo)
Outros: preside à gerência de quatro empresas do grupo Galp Energia, à administração de sete e ao conselho consultivo de duas

No Governo: secretário de Estado da Habitação e Urbanismo do Bloco Central (Mário Soares), ministro Adjunto e da Administração Interna no segundo executivo de António Guterres


Joaquim Ferreira do Amaral

Cargo no PSI 20: administrador da Semapa (não-executivo)

Outros cargos de gestão: presidente da Lusoponte, sénior adviser do Dresdner Bank, consultor da Transdev. Foi, nos últimos anos, presidente da Galp Energia e administrador da Cimianto e da Enersis

No Governo: foi nomeado sete vezes para a governação. Começou como secretário de Estado das Indústrias Extractivas e Transformadoras, no Governo de Maria de Lourdes Pintasilgo, passou pelos executivos de Pinto Balsemão e do Bloco Central e foi o ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações das duas maiorias absolutas de Cavaco Silva


António Mexia

Cargo no PSI 20: presidente executivo do Conselho de Administração da EDP
Outros cargos de gestão: preside ao Conselho de Administração da EDP Renováveis (não-executivo). Passou pela administração do Banco Espírito Santo de Investimento e foi CEO da Gás de Portugal e da Transgás, além de vice-presidente e CEO da Galp Energia, presidente da Petrogal, Gás de Portugal, Transgás e Transgás-Atlântico

No Governo: ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do Executivo de Pedro Santana Lopes

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Não, não é mentira... Galp aumenta DE NOVO o preço dos Combustiveis

Apesar de ontem ter sido dia das mentiras, dia 1 de Abril, a noticia é infelizmente verdade:

A Galp voltou a aumentar o preço dos combustíveis:
A gasolina sobe 2 cêntimos, para 1,199€ e o gasóleo sobe 2,5 cêntimos, para 0,974€

E a empresa não revelou à Lusa se pretende efectuar novas subidas de preço:"Não podemos comentar o que vamos ou não fazer. Por indicação da Autoridade da Concorrência não podemos dar indicações ao mercado".

Mas se a autoridade da concorrência os proibisse de subir os preços (como devia), estar-se-iam nas tintas para eles! Cambada de Ladrões!